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	<title>Reator2</title>
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	<description>Laboratório de ideias do Paulo Sacramento</description>
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		<title>O que sobraria de mim</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 11:04:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[O que sobraria de mim, se conseguisse me esvaziar?
Se encontraria alguma poesia, ou uma música?
Tais vestígios anseio deixar
Ou restariam somente os segredos mais sujos
daqueles que ninguém tem coragem de contar?
Talvez ao descobri-los todos ririam de seus próprios medos
Quem sabe até libertariam a garganta de seus próprios dedos!
Como um palhaço, nisso quero acreditar
Desfaço-me portanto assim aos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que sobraria de mim, se conseguisse me esvaziar?<br />
Se encontraria alguma poesia, ou uma música?<br />
Tais vestígios anseio deixar</p>
<p>Ou restariam somente os segredos mais sujos<br />
daqueles que ninguém tem coragem de contar?</p>
<p>Talvez ao descobri-los todos ririam de seus próprios medos<br />
Quem sabe até libertariam a garganta de seus próprios dedos!</p>
<p>Como um palhaço, nisso quero acreditar</p>
<p>Desfaço-me portanto assim aos pedaços<br />
para que a aspereza da vida não faísque<br />
no afã de me apagar</p>
<p>Ao invés disso teimo<br />
e permito-me dar às mordidas<br />
que insistem em me alcançar</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Podcast sobre Lost &#8211; S06 #1</title>
		<link>http://www.reator2.com.br/podcast-sobre-lost-s06-1/</link>
		<comments>http://www.reator2.com.br/podcast-sobre-lost-s06-1/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 19:48:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Podcast]]></category>

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		<description><![CDATA[Oi galera! Eu e @diogocferreira conversamos anteontem pelo Skype sobre Lost. Daí gravamos e editamos o papo, que acabou virando esse podcast. Nele analisamos as principais frases dos diretores de Lost sobre a série, quando a mesma ainda estava no início. Além de pensarmos em questões como, por exemplo:

Haveria em Lost um fundo de mitologia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi galera! Eu e <a href="http://twitter.com/diogocferreira">@diogocferreira</a> conversamos anteontem pelo Skype sobre Lost. Daí gravamos e editamos o papo, que acabou virando esse podcast. Nele analisamos as principais frases dos diretores de Lost sobre a série, quando a mesma ainda estava no início. Além de pensarmos em questões como, por exemplo:</p>
<ul>
<li>Haveria em Lost um fundo de mitologia grega?</li>
<li>O que faz Locke diferente dos outros personagens?</li>
<li>Será que tudo que aconteceu na ilha não passa de um sonho?</li>
<li>Porque Jack quis explodir a bomba de hidrogênio?</li>
<li>Será que as pessoas que cairam na ilha foram escolhidas?</li>
</ul>
<p><strong>Essas e outras perguntas foram discutidas por nós! Para conferir o resultado, ouça aqui o nosso podcast.<br />
</strong></p>
<p>Link para download:  <a href="http://reator2.com.br/podcast/podcast-lost-s06-1.mp3">http://reator2.com.br/podcast/podcast-lost-s06-1.mp3</a><br />
Ouça direto, sem baixar: </p>
<p><strong>Tamanho</strong>: 10.3 MB<br />
<strong>Duração</strong>: 22m:30s</p>
]]></content:encoded>
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		<title>6 melhores álbuns que descobri em 2009</title>
		<link>http://www.reator2.com.br/6-melhores-albuns-que-descobri-em-2009/</link>
		<comments>http://www.reator2.com.br/6-melhores-albuns-que-descobri-em-2009/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 09:22:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma coisa que decidi em 2009 ano foi parar de perder tempo com música ruim. E todo mundo sabe, que tem coisa que a gente ouve, curte por uma semana e depois não aguenta mais ouvir. Outras a gente pode sempre deixar no iPod, sem correr o risco de se arrepender. Bem, essa lista é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma coisa que decidi em 2009 ano foi parar de perder tempo com música ruim. E todo mundo sabe, que tem coisa que a gente ouve, curte por uma semana e depois não aguenta mais ouvir. Outras a gente pode sempre deixar no iPod, sem correr o risco de se arrepender. Bem, essa lista é uma seleção pessoal de CDs que se encontram nessa segunda categoria.</p>
<p><strong>Caso você ache que há alguma injustiça, pode se manifestar deixando um comentário.</strong></p>
<p><a href="http://www.amazon.com/Brand-New-Eyes-Paramore/dp/B002FRNCG0/ref=sr_1_1?ie=UTF8&#038;s=music&#038;qid=1261040006&#038;sr=1-1"><strong>Brand New Eyes</strong></a> &#8211; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paramore">Paramore</a> </br> </br></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RXJRPzo7AYo&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/RXJRPzo7AYo&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.amazon.com/Cure-Greatest-Hits/dp/B00005R09Z/ref=sr_1_1?ie=UTF8&#038;s=music&#038;qid=1261039801&#038;sr=8-1"><strong>Greatest Hits</strong></a> &#8211; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Cure">The Cure</a> </br> </br></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UsBe2WqpLmk&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/UsBe2WqpLmk&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.amazon.com/O-Damien-Rice/dp/B00009V7P8/ref=sr_1_1?ie=UTF8&#038;s=music&#038;qid=1261040194&#038;sr=1-1"><strong>O</strong></a> &#8211; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Damien_rice">Damien Rice</a> </br> </br></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3yqM--IMkX4&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/3yqM--IMkX4&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><strong><br />
<a href="http://www.amazon.com/Rainbows-Radiohead/dp/B000YXMMAE/ref=sr_1_1?ie=UTF8&#038;s=music&#038;qid=1261040632&#038;sr=1-1">In Rainbows</a></strong> &#8211; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Radiohead">Radiohead</a> </br> </br></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_uofQD-N6UI&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/_uofQD-N6UI&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.amazon.com/Comfort-Strangers-Beth-Orton/dp/B000CBSHK2/ref=sr_1_4?ie=UTF8&#038;s=music&#038;qid=1261040816&#038;sr=1-4"><strong>Comfort Of Strangers</strong></a> – <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Beth_orton">Beth Orton</a> </br> </br></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zNURXMzgOuw&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/zNURXMzgOuw&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.amazon.com/Carnavas-Silversun-Pickups/dp/B000FUF86Q/ref=sr_1_3?ie=UTF8&#038;s=music&#038;qid=1261040889&#038;sr=1-3"><strong>Carnavas</strong></a> &#8211; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Silversun_pickups">Silversun Pickups</a> </br> </br></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/twL3ms4bjZk&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/twL3ms4bjZk&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.amazon.com/Battle-Studies-John-Mayer/dp/B002QEXN2K/ref=sr_1_1?ie=UTF8&#038;s=music&#038;qid=1261040451&#038;sr=8-1"><strong>Battle Studies</strong></a> &#8211; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/John_mayer">John Mayer</a> </br> </br></p>
<p><object width="560" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8yicibV7GXw&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/8yicibV7GXw&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"></embed></object></p>
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		<title>O Banquete</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 20:22:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Manifesta-se
ao fim da longa espera
uma explosão de sílabas e salivas
a fricção dos afagos provoca faíscas
Abraços:
sensíveis volumes se ajustam ao tônus das massas
Se faltam palavras
meio fôlego
interrompido
ao pé-do-ouvido
basta
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manifesta-se<br />
ao fim da longa espera<br />
uma explosão de sílabas e salivas<br />
a fricção dos afagos provoca faíscas</p>
<p>Abraços:<br />
sensíveis volumes se ajustam ao tônus das massas</p>
<p>Se faltam palavras<br />
meio fôlego<br />
interrompido<br />
ao pé-do-ouvido<br />
basta</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Porque ter um notebook não irá resolver os problemas da sua vida</title>
		<link>http://www.reator2.com.br/porque-ter-um-notebook-nao-ira-resolver-os-problemas-da-sua-vida/</link>
		<comments>http://www.reator2.com.br/porque-ter-um-notebook-nao-ira-resolver-os-problemas-da-sua-vida/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 21:19:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Faz algumas semanas que um amigo meu comprou um notebook. O cara é estudante universitário e trabalha como programador de sites de Internet. Eu também trabalho criando sites e sei muito bem que possuir um computador que possa ser carregado dentro da mochila é um sonho antigo de qualquer jovem que atue nessa área. Com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz algumas semanas que um amigo meu comprou um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Laptop">notebook</a>. O cara é estudante universitário e trabalha como programador de sites de Internet. Eu também trabalho criando sites e sei muito bem que possuir um computador que possa ser carregado dentro da mochila é um sonho antigo de qualquer jovem que atue nessa área. Com a recente queda nos preços e o aumento das opções de forma de pagamento, não só meu amigo, mas um número cada vez maior de brasileiros tem tido a oportunidade de carregar um desses. Adquiri meu computador móvel no fim do ano passado e uma breve conversa com o rapaz me fez lembrar de como foi feliz o dia em que aquela caixa do <a href="http://www.submarino.com.br/">Submarino </a>chegou à minha casa. Entretanto, o breve diálogo me fez perceber que algumas implicações de seu uso não eram nada esperadas.</p>
<p>- E aí cara, curtindo o brinquedo novo? &#8211; perguntei<br />
- Tô gostando bastante, o único problema é que desde que comecei a usar não consigo mais trabalhar&#8230;</p>
<p>Tanto nos estudos quanto no trabalho, acreditamos que poderemos fazer mais e melhor caso tenhamos um notebook. Não é de se estranhar, pois é isso que o bombardeio publicitário nos faz acreditar. Tem alguma coisa errada então. A maior mobilidade não deveria proporcionar um aumento na produtividade do meu parceiro de profissão? Vamos analisar friamente. Não é de se esperar que uma pessoa que vive escrevendo códigos em um computador aumente alcance mais resultados quando passa a usar com computador portátil? Bem, se pensamos assim é porque estamos nos esquecendo de levar em conta algumas sutilezas que envolvem o uso de tecnologia da informação no cotidiano. Sucintamente, apresentarei aqui quatro pontos negativos relacionados ao uso do computador móvel. A lógica por trás deles é bem simples. Vejamos quais são eles.</p>
<p>O primeiro toca a questão de que quando nos tornamos usuários de um versátil instrumento de processamento de informação, como um computador móvel, estamos nos ligando não só ao novo equipamento, como também aos seus periféricos e redes. E para manter toda essa “infra-estrutura comunicativa pessoal” em pleno funcionamento são necessárias certas tarefas de manutenção. Fios, atualizações de programas, baterias e configurações de software. Todos esses são elementos que entram em cena, cada um deles criando demandas totalmente previsíveis, como carregar a bateria ou a realização de verificações periódicas do antivírus. Estar preparado, ter tudo pronto para ser usado com a mobilidade almejada não é nada fácil. E não é fácil porque essas tarefas demandam tempo. Ou seja, na hora de comprar o notebook sempre vamos crer que iremos acelerar a realização das tarefas que envolvem nosso estudo e trabalho. Todavia, nunca atentamos para o fato de que teremos que perder tempo cuidando de sua manutenção desse poderoso instrumento.</p>
<p>O segundo efeito negativo tange o crucial aspecto da dificuldade de concentração associada ao uso do computador. Assim como eu, meu amigo que acabou de comprar um notebook está feliz pelos hotspots criados em diversos pontos do campus da Universidade Federal de Viçosa. Poder conectar-se à Internet gratuitamente, sem ter que conectar cabos ao computador é motivo para se comemorar. Mas nenhum de nós imaginou que a possibilidade de nos conectarmos à Internet no campus representaria um desafio pessoal quando estivéssemos tentando nos deter em um trabalho mais detalhado, desses que exigem de nós uma separação mental do mundo exterior. Emails, vídeos do Youtube e sites de notícias facilmente se tornam motivo de distração. Reflita por um instante comigo: você consegue imaginar alguém que entra em uma biblioteca para estudar um tema específico e se empolga em meio aos incontáveis livros, ávido por ler todos ao mesmo tempo a ponto de se esquecer o motivo inicial que o levou até lá? Quando “entramos na Internet” nos comportamos de maneira tão diferente da forma como entramos em uma biblioteca por causa não só da imensidão de conhecimento disponível, mas antes de tudo, e principalmente devido à possibilidade de interagirmos com elementos que se tornam acessíveis por meio da rede. A natureza participativa do ambiente virtual é a causadora desse fascínio, dessa atração frenética que para muitos é incontrolável. E quando você pode carregar um dispositivo de entrada no ambiente virtual da Internet, ou você tem em mente as tentações que envolvem seu uso ou provavelmente se entregará ao frustrante ócio. Entre jovens universitários, descartando o uso do computador móvel, já somos constantemente interrompidos por chamadas, mensagens e avisos do celular. Tal fenômeno torna quase impossível levarmos as mais rotineiras tarefas sem que sejamos interrompidos. É muito fácil o computador portátil se tornar mais um fator de perturbação.</p>
<p>O terceiro ponto negativo é freqüentemente esquecido: em termos ergonômicos, não existe posição correta de se usar um notebook. Se está em uma mesa baixa, na altura dos cotovelos, a altura é adequada para os braços mas não para a coluna, fazendo com que seu usuário fique curvado e provocando dores nas costas. Se o computador é colocado em um lugar mais alto, na altura dos olhos, a coluna do indivíduo agradece ao mesmo tempo em que os tendões de seus braços são castigados. O teclado reduzido e o touchpad, associados ao uso ininterrupto podem, provocar DORTs.</p>
<p>Por fim, como quarto ponto negativo, cabe ressaltar que a mobilidade física pode representar um empecilho para a criação de sadias rotinas de trabalho. Lugares físicos pré-determinados para o desempenho de certas atividades são uma boa saída. Sem que tenhamos um roteiro pré-estabelecido de ações é impossível realizarmos algo, produzirmos algo efetivamente.</p>
<p>A verdade é que o capitalismo, na forma em tem se apresentado nos tempos recentes, tem levado à progressiva individualização da força de trabalho. Em termos práticos, isso significa que se você está estudando hoje, há uma grande chance de ser seu próprio chefe quando estiver entrando no mercado de trabalho. E para ser seu próprio chefe, é necessário ter disciplina. A consciência de qual é a hora de sair com os amigos, ou qual o momento de recusar um convite para uma festa, separando esse tempo para responder aqueles emails de seus clientes, é uma aptidão que será exigida cada vez mais de nós. Esse é um tremendo desafio para mim, autor do texto. Tanto o é que já faz tempo que planejo escrever sobre esse assunto. E para falar bem a verdade, é provável que eu só tenha conseguido escrever porque estou em um ponto da biblioteca em que não há alcance da rede de Internet Wi-Fi.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Às vezes</title>
		<link>http://www.reator2.com.br/as-vezes/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 20:37:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Às vezes eu me sinto
Como uma peça perdida de um quebra-cabeças
No frio sem ter quem me aqueça
Aquele livro emprestado nunca devolvido
Às vezes eu desminto
Possuir seja lá que tipo for de fraqueza
A pose de intimidar comprova minha certeza
Sou forte sério e destemido
Às vezes tudo que eu queria
Era alguém que me compreendesse
Que de algum modo percebesse
O quanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes eu me sinto<br />
Como uma peça perdida de um quebra-cabeças<br />
No frio sem ter quem me aqueça<br />
Aquele livro emprestado nunca devolvido</p>
<p>Às vezes eu desminto<br />
Possuir seja lá que tipo for de fraqueza<br />
A pose de intimidar comprova minha certeza<br />
Sou forte sério e destemido</p>
<p>Às vezes tudo que eu queria<br />
Era alguém que me compreendesse<br />
Que de algum modo percebesse<br />
O quanto como minha amada amor receberia</p>
<p>Às vezes tudo que escondia<br />
Fosse o segredo para ser visado<br />
Como rapaz social-legal-sensível, tipo assim, domesticado<br />
E era disso tudo que eu não sabia</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dias estranhos</title>
		<link>http://www.reator2.com.br/dias-estranhos/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 20:35:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Hoje estive o dia todo me sentindo incomodado por algo que não conseguia descobrir o que era. Só fui identificar a razão daquele estranho sentimento por volta das 18:30h, quando senti uma alfinetada no braço esquerdo. Encontrei uma agulha que havia usado para costurar o casaco de moleton, na noite anterior. Por sorte não me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/paulosacramento/181225947/" title="Photo Sharing"><img src="http://farm1.static.flickr.com/55/181225947_703dee1dd2.jpg" alt="Wires against the clouds" height="375" width="500" /></a><br />
Hoje estive o dia todo me sentindo incomodado por algo que não conseguia descobrir o que era. Só fui identificar a razão daquele estranho sentimento por volta das 18:30h, quando senti uma alfinetada no braço esquerdo. Encontrei uma agulha que havia usado para costurar o casaco de moleton, na noite anterior. Por sorte não me furei de verdade&#8230;</p>
<p>Mudando de assunto, ando meio esquisito nesses últimos dias. Talvez seja esse tempo chuvoso. Resolvi até escrever alguns versos sobre isso. Aí vai:</p>
<p><em>Dias chuvosos me botam estranhas antenas de plástico<br />
e sustentam a dinâmica celeste de incontáveis discos rígidos.</em></p>
<p><em>Nuvens carregadas semeiam bolhas de isopor,<br />
oprimem os despertos, maquinam sem temor.</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Elefante</title>
		<link>http://www.reator2.com.br/elefante/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Aug 2009 20:06:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Chumbo
Fundo
Bato
Bruto
Fundo
Passo
Tudo
Surdo
Faço
Mundo
Mudo
Mato
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/45783926@N00/421342400/"><img class="alignnone" src="http://farm1.static.flickr.com/155/421342400_15b87534de.jpg" alt="" width="333" height="500" /></a></p>
<p>Chumbo<br />
Fundo<br />
Bato</p>
<p>Bruto<br />
Fundo<br />
Passo</p>
<p>Tudo<br />
Surdo<br />
Faço</p>
<p>Mundo<br />
Mudo<br />
Mato</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Adaptação e orgulho</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 11:44:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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Muita gente fala sobre as dificuldades que brasileiros enfrentam quando se mudam para a Europa. Já faz mais de três meses que vim para a Alemanha viver com minha noiva germânica. Curiosamente minha adaptação não tem sido tão difícil quanto para outras pessoas que vivenciaram algo parecido.
Não tenho sofrido discriminação, talvez porque vivo em uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Passeio no Europa-Park-456 by Paulo Sacramento, on Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/paulosacramento/3598150526/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2426/3598150526_2b7b79a470.jpg" alt="Passeio no Europa-Park-456" width="500" height="334" /></a></p>
<p>Muita gente fala sobre as dificuldades que brasileiros enfrentam quando se mudam para a Europa. Já faz mais de três meses que vim para a Alemanha viver com minha noiva germânica. Curiosamente minha adaptação não tem sido tão difícil quanto para outras pessoas que vivenciaram algo parecido.</p>
<p>Não tenho sofrido discriminação, talvez porque vivo em uma cidade cheia de estrangeiros. Não sinto tanta falta do arroz e feijão que tinha todo dia no Brasil, talvez porque sempre tenho muita coisa gostosa para comer.</p>
<p>Aprender a língua tem sido a parte mais complicada, mas tenho o refresco de falar quase que o tempo todo em português com minha noiva. Por mais bizarro que pareça, ela é o Brasil comigo, seja lá onde eu estiver.</p>
<p>Nos últimos tempos, entretanto, descobri que meu maior inimigo está dentro de mim mesmo. Essa criatura sensível tem um nome que começa com sete letras, começando com “or” e terminando com “gulho”. Isso mesmo: <strong>meu orgulho é o maior inimigo nesse processo de adaptação.</strong> E ele me agarra os pés toda a vez que é incomodado, por exemplo, pelo fato de não saber ler nem escrever (em alemão), como uma pessoa qualquer que recebeu educação formal. Não é diferente quando no espelho mostra um cara que tem dificuldades de fazer algumas coisas simples, como pagar a conta do bar ou perguntar onde fica o banheiro.</p>
<p>Meu orgulho é ferido quando me vejo em uma situação em que não posso trabalhar &#8211; meu visto permite-me apenas estudar &#8211; enquanto minha noiva se desdobra em duas para dar conta dos estudos e do trabalho de garçonete. Em breve minhas economias vão acabar e provavelmente vou ver meu orgulho sendo ferido novamente. Com certeza terei que fazer algum tipo de trabalho qualquer, desses que nunca faria no Brasil.</p>
<p>Por outro lado, a vontade de vencer essas barreiras me faz ver que não sou melhor que ninguém. E que ninguém é uma pessoa pior por trabalhar como faxineira.</p>
<p>Com relação à língua, tenho motivos para ficar empolgado com os progressos que já fiz. Hoje já entendo o que as pessoas falam comigo no ponto de ônibus. Até consigo me comunicar razoavelmente &#8211; todavia gramaticalmente de forma incorreta &#8211; com a parte da família da Karin que não fala inglês. Mas se cheguei nesse ponto foi porque tenho brigado, dia após dia, com a vergonha de não saber como se chamam os números nem nome das cores, como uma criança grande e doente.</p>
<p>Apostei todas as minhas fichas nesse caminho. E depois de pouco mais de três meses vejo que vivi tanta coisa que é difícil contar. Tenho sentido que tenho crescido tanto. <strong>Não vou deixar meu orgulho me desanimar.</strong> Em breve irei me casar com a garota mais maravilhosa que já conheci, e se tivesse que voltar no tempo, faria tudo de novo. Por isso abro meu coração e lanço a seguinte pergunta para você:</p>
<blockquote><p><strong>“O que é que seu orgulho te atrapalha a fazer?”</strong></p></blockquote>
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		<title>Sangue bom</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 13:49:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[
A Vida com Diabetes e Cegueira.
Recentemente tive o prazer de descobrir que uma de minhas músicas havia sido utilizada em um documentário. A produção revela um tocante depoimento sobre como é vida com diabetes e cegueira.
Mais informações podem ser encontradas no site Bengala Legal. O vídeo foi feito por estudantes do curso de Cinema da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><embed src='http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=439445&#038;relacionados=S&#038;default=S&#038;lang=PT_BR&#038;cor_fundo=000000&#038;swf=1&#038;width=424&#038;height=318' width='424' height='318' type='application/x-shockwave-flash' allowFullScreen='true' AllowScriptAccess='always'></embed>
<p style='display:none'><a href='http://www.videolog.tv/video.php?id=439445'>A Vida com Diabetes e Cegueira.</a></p>
<p>Recentemente tive o prazer de descobrir que uma de minhas músicas havia sido utilizada em um documentário. A produção revela um tocante depoimento sobre como é vida com diabetes e cegueira.</p>
<p>Mais informações podem ser encontradas no site <a href="http://www.bengalalegal.com/maq3.php">Bengala Legal</a>. O vídeo foi feito por estudantes do curso de Cinema da Universidade Estácio de Sá, do Rio.</p>
]]></content:encoded>
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